PALAVRAS
Sara Rafael
Palavras...
Palas inventadas
em sensações caladas
Lavras sulcadas
em desérticas aras.
Palavras...
Ah! Essas danadas
na beira das palmas.
Sons e riscas traçadas
em ilusões comunicadas.
Das mãos curvas saem gravadas
no silencio de gargantas caladas,
sem lábios que as sorvam beijadas.
Elas não são ouvidas nem cantadas
na solidão das erguidas muralhas
entre os amantes desencantados.
20/10/03
Lisboa - Portugal
(Ciranda "Escritores e Poetas")

 

PALAVRAS MÁGICAS !

VERA MUSSI

 

Sons mágicos ...

entrecortados em soluços  

Doce silêncio

palavras guardadas

resistem o passar do tempo

sempre adiado

Contratempos ?

Muralhas ...

Barreiras...

Armadilhas do destino ?

Mágoas

passageiras

Do passado cicatrizes ...

Impedimentos!

Almas em desatino

ferem  as raízes

arrancam  os sentimentos

  Vitrines da emoção

escancara um coração

quebrantado ... 

Romance

inacabado !

 Chamas e labaredas

  fugaz paixão

Vence a razão !

 Mágicas palavras 

abençoadas ...

Nunca pronunciadas

Eternamente

encantadas !

 

22/11/03

Brasil

 

Sensualidade-Poesia

Maria Thereza Neves

sensualidade-poesia

mãos que afagam com versos

bocas  beijam com palavras

eloqüência que convida ao silêncio

abraços quentes

pontes- sonhos-realidades

em movimentos sensuais

exalando olores como suaves brisa

penetrando corpos-peles

formas quase tangíveis

fluidos em lava

banham as idéias do corpo-alma-carne

lapidando-espaço-ventre
delírios em espasmos-sussurros

o odor corporal em poema

sinfonia calada nua

enlaçamento em conchas
ânsias em navegar-luas

lábios salgados ardem maresias em vertigens
volatilizando até o âmago

a sensualidade - poesia.

Juiz de Fora/MG/Brasil

21/11/2003- 15h14

 

 Palavras mágicas
Pedro Valdoy
Palavra mágicas
vêm do céu estrelado
à procura do meu amor
São singelas
cobertas de sensualidade
com o meu desejo
de saborear teus seios
Palavras mágicas
no encontro da tua boca
colada à minha
com o teu corpo
despido e belo
e sonha   sonha
de um desejo incontrolado.
23/11/03
Lisboa - Portugal

 

 
Palavras, pra quê?
Laura Martins
Meu pensamento diverso
vagueou p’lo infinito.
Caminhou num universo
de palavras que um maldito
inventou, pra confundir
tudo aquilo que eu sentia
e precisava expandir.
A boca nada dizia.
Meus olhos é que falavam
quando, em relance, abarcavam
tudo que era poesia.
Pra quê inventar palavras,
se tanta coisa dizemos
sem pensar e sem sentir?
Deviam ser como escravas,
o imenso rol de palavras,
jamais poderem sair;
se não nos apercebemos
de todo o mal que fazemos,
só por nossa boca abrir.
E enquanto os olhos falavam
e as bocas se calavam
pra não gerar confusões...
deixavam-se os pensamentos
conversar com os sentimentos,
discutir co´as ilusões ...
Num mundo de emudecidos...
imperavam os sentidos,
viviam-se as sensações
do reino dos animais.
Diferentes mas iguais.
Silenciem, multidões!
10/2000
Laura B. Martins
laurabmartins@netvisao.pt
Soc. Port. Autores n.º 20958
Portugal

 

 
Palavras...apenas palavras©
*Elizabeth Misciasci" Beth
Palavras em frases proferidas
em versos e prosas declamadas
em ritmo e sintonia cantadas
em lamento lágrimas derramadas

 

Palavras nos tempos de outrora
eram registros e emolumentos
credibilidade de jura prometida
lapidários flamejantes contatos

 

Palavras que se transformaram
coerentes se usadas em decoro
dúbias  devassas dissolutas
inesquecíveis se usadas como ouro

 

Palavras faladas sorrindo
podem ofertar o  sublime
ínfimo quem com elas ferindo
inarrável pra um ser inerme

 

Palavras tem fortes poderes
dita não se refaz com adendo
nem tão pouco se apaga da mente
ou apenas se desfazem no vento

 

Palavras...apenas palavra
se faz documento principal alimento
que se colhe quando se lavra
e que não se perdem no tempo.
*Elizabeth Misciasci Brasil*
*Direitos autorias reservados

 

 
MINHAS PALAVRAS
Marcial Salaverry
Minhas palavras lançadas ao vento,
encontraram em seu amor o alento...
Minhas palavras lançadas ao léu,
encontraram agora o céu...
Minha palavras desconsoladas,
agora estão apaixonadas...
Minhas palavras tristes outrora,
agora encontraram sua boa hora...
Minhas palavras encontraram acolhida,
com teu amor, despertaste-me para a vida.
Minhas palavras... suas palavras...
Juntas... acabaram com a saudade,
trazendo-nos felicidade...
Assim são as palavras...
Depende de como as falamos,
com carinho, sinal que amamos,
com raiva, que odiamos...
Mas... para que raiva... odiar...
É muito melhor carinho... amar...
Vamos assim pensar...
Pensar, antes de falar...
Antes de más palavras pronunciar...
Marcial Salaverry
*Direitos autorias reservados

Brasil

 

 

Bordado da Alma

  Brígida Ruchleimer

Sentada,
apanhei uma folha,
e pouco a pouco fui escrevendo,
como se tivesse desenhando,
bordando as palavras,
com todo sentimento,
que brotava em minha alma.