Fazer campanha dizendo NÃO às Drogas... não é o bastante!

Um recente levantamento sobre o uso de drogas no Brasil, mostrou que um em cada cinco brasileiros, já experimentou drogas ilegais. O mesmo levantamento, comprovou que 48,3% dos adolescentes entre 12 e 17 anos usam ou já usaram álcool, o que nos leva a uma preocupante realidade:- cedo ou tarde é quase certo  que alguém poderá oferecer algum tipo de drogas a seu filho, ou a um jovem. Por mais difícil que possa parecer diante dos apelos externos, o diálogo pode e deve ser uma forte arma positiva no combate a esta proliferação. Dizer Não às Drogas, não basta! É necessário olhar o assunto por todos os ângulos, e aprender a lidar com a questão. Normalmente, acreditamos que as chamadas "péssimas amizades" é que  levam  um jovem para o mundo das drogas, porém o que ocorre não deixa de ser uma influência, mas de maneira sutil, ou seja  alguém, entusiasmado com os efeitos, desperta a curiosidade dos demais. A aproximação emocional entre pais e filhos, deve ser estabelecida com diálogos, e estes dando ensinamentos no sentido de como se ter auto-estima, respeitando o próprio corpo e valorizando uma vida saudável. Nós adultos, acreditamos que determinados assuntos, só devem ser abordados no período da adolescência ou  pré-adolescência de uma criança, o que não é o correto. Por volta dos 03 anos de idade, há uma forma que pode ser um bom ponto de partida pra  se iniciar esta aprendizagem, falando sobre nutrição e os cuidados com os produtos químicos. Um bom exemplo é explicar o porque não se deve ingerir  ou mexer nas habituais farmácias que tentamos manter em casa. Explicar de forma clara as conseqüências do uso indevido de algum medicamento e suas seqüelas, já é um excelente caminho. Embora deixando claro a oposição, normalmente cria-se uma expectativa que pode despertar ainda mais a curiosidade, no entanto, uma orientação sensata construída com base em diálogos  apropriados para a idade do receptor da informação é uma prevenção que deve começar cedo sim!

Claro que ninguém esta falando pra que se "cobre" de uma criança, qual a opinião que ela tem em relação às drogas. Mas  demonstrando com segurança e expressões de carinho, o lado negativo que as drogas podem provocar, poderá não impedir que um dia esta criança  já jovem sinta a vontade de conhecer "de perto" mas o receio de desapontar quem lhe deu um caminho e orientação, será com certeza o remédio, a prevenção para afastar este jovem desta.

Antes de mais nada, temos que saber quais os malefícios que as drogas podem acarretar e os tipos que circulam por aí,  para depois  poder falar,  ensinando com propriedade sobre o assunto. É sempre importante, dar dicas aos jovens para que eles saibam lidar com a pressão dos colegas e não serem "tachados" de caretas, tendo as respostas certas como por exemplo:- -" Não vou beber, porque ontem bebi muito e passei mal"... "Olha cara, droga é um barato que não é pra mim, mas fica frio aí, falou?"... e assim por diante.

E se seu filho(a)  já estiver  totalmente viciado, ou você surpreende-lo com drogas, o que fazer?

De nada ira adiantar você aparentar o nervoso, a melhor postura é tentar manter a calma sempre, antes de conversar. Reafirmar seu conceito sobre o uso das drogas,  mostrar o desapontamento e as conseqüências de que ele fez é uma forma de iniciar a conversa. Se o jovem admitir o uso, procure ajuda de um especialista.

Se  ele negar ser dele, ou querer se justificar é possível que ele esteja falando a verdade, pois como diz o psicólogo  Robert Schwebel:- "-Para todo pai que aceita ingenuamente a negação do uso de drogas, existe outro que acusa um filho injustamente".

E tenha sempre em mente que é mais fácil e recomendável investir na prevenção e isso o mais cedo possível, do que lutar para que o jovem venha a largar, mesmo que este jovem  não seja filho (a) seu.

Por: Elizabeth Misciasci   

Direitos Autorais da obra reservados a Escritora ®Elizabeth Misciasci

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